• Dez coisas importantes que você precisa saber sobre comissionamento de sistemas de proteção contra incêndio

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O comissionamento e testes integrados podem incluir múltiplos sistemas de proteção contra incêndios, como alarme de incêndio, bomba de incêndio e sistemas de supressão especial. Esta foto mostra a descarga de um sistema de espuma formadora de película aquosa (AFFF) que, em um cenário de teste,O comissionamento e testes integrados de sistemas de proteção contra incêndio e medidas de segurança são um benefício geral para projetos, com sua abordagem prática que auxiliará a validar o projeto do sistema pretendido, os critérios de desempenho e a instalação e operação adequadas desses sistemas. Nos Estados Unidos, a edição 2012 do NFPA 3: Prática Recomendada para Comissionamento e Testes Integrados de Sistemas de Proteção contra Incêndio e Medidas de Segurança é o único documento nacional que fornece orientação sobre o comissionamento e testes integrados de proteção contra incêndio e de medidas de segurança. Embora o documento tenha sido lançado há mais de um ano, muitos não sabem de sua existência, nem o entendem totalmente. É fundamental compreender o processo descrito na norma NFPA 3 relacionado com o comissionamento de sistemas de proteção contra incêndio e de medidas de segurança. Outra fonte de informações é a Building Commissioning Assn. (BCxA) (Associação de Comissionamento de Edificações), uma organização nacional americana para o comissionamento de edificações, incluindo proteção contra incêndio e medidas de segurança. Veja abaixo uma lista de 10 itens-chave, que não estão em ordem de importância, e que você deve conhecer sobre o comissionamento de sistemas de proteção contra incêndio e de medidas de segurança:

1. O comissionamento é um processo: a norma NFPA 3 define o comissionamento de segurança contra incêndio e medidas de segurança como “um processo sistemático que fornece confirmação documentada de que os sistemas da edificação funcionam de acordo com os critérios de projeto desejados, estabelecidos nos documentos do projeto e que atendam às necessidades operacionais do proprietário, incluindo a conformidade com leis, regulamentos, códigos e normas”. A NFPA 3 fornece o esboço do processo relacionado aos passos do comissionamento e a documentação do comissionamento.

2. Representante do proprietário: Um agente de comissionamento de sistemas contra incêndio (FCxA) trabalha como representante do proprietário e, como tal, representa o proprietário. Essa é uma função diferente, com responsabilidades diferentes, do engenheiro de registro, do empreiteiro de instalação ou do inspetor local da jurisdição competente (AHJ). O FCxA representa outro par de olhos e ouvidos supervisionando o comissionamento dos sistemas de proteção contra incêndio e de medidas de segurança e que, por fim, ajuda a garantir o projeto e a operação bem-sucedida desses sistemas. O FCxA é um membro da equipe geral de comissionamento de toda a edificação, liderada pelo agente de comissionamento (CxA). Se os únicos sistemas que são comissionados são os sistemas de proteção contra incêndio e de medidas de segurança, o FCxA lidera as atividades de comissionamento.

3.  Conhecimentos e experiências especiais: O FCxA (ou a equipe do FCxA) deve ter conhecimentos especiais e especialização relacionados aos sistemas de proteção contra incêndio e de medidas de segurança específicos a serem comissionados. Isso inclui práticas gerais do setor sobre como testar corretamente esses sistemas e conhecimento avançado da instalação, operação e manutenção dos sistemas.

4.  Equipe de comissionamento montada durante o projeto: É fundamental que a equipe do FCxA seja montada no início do projeto, para permitir a análise dos documentos do projeto, incluindo a conformidade com os requisitos do projeto do proprietário (OPR). Problemas identificados pelo FCxA durante a fase de projeto e modificados nos desenhos são muito mais fáceis, menos dispendiosos e impactantes para o cronograma de construção quando comparados com modificações do projeto/instalação durante a construção após a instalação do sistema.

5.  Como testar um sistema: A NFPA 3 descreve um processo, mas não identifica exatamente como testar funcionalmente um sistema de de proteção contra incêndio ou de medidas de segurança. A norma NFPA específica que aborda esse sistema específico de proteção contra incêndio ou de medidas de segurança identifica os requisitos de testes (por exemplo, a NFPA 72 para sistemas de alarme de incêndio e de comunicações de emergência). 

Além disso, práticas do setor e recomendações escritas dos fabricantes também são utilizadas no desenvolvimento do plano de testes críticos.

6.  O comissionamento não é um teste de aceitação: no setor, muitas vezes, as pessoas usam os termos “comissionamento” e “teste de aceitação” intercambiavelmente, mas eles não são intercambiáveis. O teste de aceitação não significa a mesma coisa que comissionamento. Em geral, o teste de aceitação é feito por um engenheiro, ou pelo registro ou pelo inspetor local para a aceitação final do sistema. Comissionamento é um processo sistemático com documentação que passa pelas fases do projeto até a instalação, testes e treinamento.

7.  Cenários de teste abrangente: É fundamental que um plano de testes com cenários de testes abrangentes identificados seja elaborado de modo que todas as partes interessadas compreendam o que será testado e a coordenação dessas atividades. Os diversos cenários de teste podem incluir um teste de sistema individual, um teste de sistema integrado que verifica a sequência das operações ou testes integrados entre múltiplos sistemas. Também é importante testar não apenas o que os sistemas devem fazer, mas também o que eles não podem fazer. Como exemplo, considere um sistema de controle de fumaça que deve ser iniciado após a ativação do fluxo de água do sistema de sprinklers em um saguão. Um teste seria verificar se o sistema de controle de fumaça é iniciado com o fluxo de água do sistema de sprinklers do saguão. Outro cenário de teste seria ativar o fluxo de água do sistema de sprinklers fora de um saguão e verificar se o sistema de controle de fumaça do saguão não foi iniciado. Há também uma infinidade de cenários a serem desenvolvidos, tais como a operação correta e caso de queda de energia na edificação ou a priorização de eventos.

8.  Teste de carga completa: é muito importante, durante os testes de comissionamento, realizar um teste de carga completa, sem desvios, silêncio dos alarmes ou desconexões entre os sistemas. Isso inclui testar os sistemas de proteção contra incêndio e as medidas de segurança com energia de emergência ou reserva. O objetivo desses testes é criar cenários reais que possam ocorrer em uma edificação operacional e verificar se os sistemas de proteção contra incêndio e as medidas de segurança funcionam conforme o planejado.

9.  Edifícios existentes: A NFPA 3 aborda também o comissionamento de sistemas existentes, previamente comissionados, conhecido como recomissionamento (re-Cx) e o comissionamento de sistemas existentes que nunca foram comissionados, denominados de retrocomissionamento (retro-Cx).

10.  Códigos adotados: A NFPA 3 pode ser adotada/exigida pelo proprietário, pelas exigências do projeto ou por requisitos de contratos. Algumas exigências obrigatórias de comissionamento também são apresentadas nas exigências dos códigos de construção. Por exemplo, o Código Internacional de Edificações (IBC) tem requisitos para comissionamento de sistemas de controle de fumaça, conhecidos como inspeções especiais de controle de fumaça.

Alterações futuras na norma NFPA 3

No ciclo 2015 da norma NFPA, a NFPA 3 está sendo dividida em dois documentos distintos da NFPA. A edição 2015 da NFPA 3 continuará a ser uma prática recomendada, entretanto incidirá apenas sobre o comissionamento. Os Testes Integrados de Sistemas de Proteção contra Incêndio e das Medidas de Segurança serão divididos como um novo documento da NFPA, o NFPA 4. A edição 2015 da NFPA 4 se tornará uma norma e não será uma prática recomendada, em função da decisão do comitê sobre a criticidade do teste integrado entre múltiplos sistemas. A NFPA 3 atualizada e a nova NFPA 4 estão programadas para o lançamento da edição 2015. O intervalo de tempo da NFPA para contribuição e comentários públicos quanto à edição 2015 da NFPA 3 e NFPA 4 encerrou recentemente.

David Joseph LeBlanc é vice-presidente da Rolf Jensen & Assocs. Tem mestrado em engenharia de proteção contra incêndios, é engenheiro de proteção contra incêndios registrado em diversos estados, é membro do comitê da NFPA 3 e da NFPA 4, é colaborador da SFPE e tem mais de 20 anos de experiência como engenheiro de proteção contra incêndios.

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